segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia 4 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial do Animal. Este dia foi escolhido por coincidir com a data em que se assinala a morte (em 1226) de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais.

O MAIS PERFEITO AMIGO DO HOMEM...












Desde tempos mais longínquos, o cão é considerado pela maioria dos donos como o seu melhor amigo. Talvez seja, porque é uma relação mútua, tanto da parte dos donos como do cãozinho. Isto vale também para a pessoa que tem seu bichinho em casa. 
Se bem cuidado, tanto na alimentação, com a higiene, saúde e principalmente o carinho, você terá com certeza um amigo.
É muito gratificante você ver a alegria do seu cãozinho, seja lá a raça e tamanho, quando você chega a casa e ele pula, roda em sua volta, late, demonstrando que está feliz. Para quem gosta de vê-los assim, também é uma alegria, pena que algumas pessoas não têm essa consciência e muitas vezes, descuidam de seus animais, largam e por vezes até judiam. 





Todo mundo sabe que cachorro é o melhor amigo do homem e por isso criaram o dia do cão que celebrado no dia 4 de outubro. Nesse dia todos os cães ganham presentes de seus donos.
Dia 4 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial do Animal. Este dia foi escolhido por coincidir com a data em que se assinala a morte (em 1226) de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais. (Fonte: Bicharada)

No Dia do Cão, saiba o que se passa na cabeça do melhor amigo do homem

RENATA RODE 









    Acariciar um cachorro eleva os níveis de imunoglobulina A, anticorpo que atua na prevenção de várias doenças, indicam pesquisas
Impossível não chorar com o filme “Marley e Eu”, além de tantos outros que tratam do relacionamento entre cão e homem. Quem nunca teve um melhor amigo que parecia “entender” tudo? Por isso, no dia 4 de outubro, celebra-se o Dia do Cão, data escolhida por coincidir com a época da morte de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais. “Eu costumo dizer que minha cachorra é minha filha, porque ela sente quando estou feliz e me dá apoio nos dias de tristeza. Já chorei muito com ela no meu colo e percebi o respeito a e solidariedade do cão perante uma situação dessas”, diz Isabelle Ishinoua, secretária, que vive em São Paulo com sua cadela Molly, uma cocker dócil e brincalhona.
Mas você já parou para pensar o que se passa na cabeça de um cachorro? Alexandra Horowitz, autora de “A Cabeça do Cachorro” (Editora Best Seller), sim. Ela escreveu o livro que se tornou grande sucesso de crítica e vendas no mundo inteiro. Horowitz é doutora em ciência cognitiva pela University of California, nos Estados Unidos, e relata, em 420 páginas, como esses animais percebem o mundo ao seu redor, além do que os donos devem estimular ou punir, visando o bom relacionamento de ambos.
Em um dos capítulos, a autora faz uma comparação interessante de percepções sobre uma rosa. Nós, seres humanos, temos a flor como um ícone de beleza; consideramos sua cor, seu formato e perfume, além do que ela representa como carga emotiva. Já para o cachorro, a beleza não tem nada a ver com a rosa. A cor é quase inexistente em sua visão, o perfume é ignorado, a menos que seja misturado com um spray de urina recente. Mas, calma, essa comparação não quer necessariamente dizer que eles são ignorantes, apenas visa explicar alguns comportamentos repentinos que nossos amigos adotam de vez em quando.
Sabe-se que o convívio com esses animais traz mais benefícios à saúde humana do que se imagina. “Acariciar um cachorro eleva os níveis de imunoglobulina A, anticorpo importante que atua na prevenção de várias doenças. Essa produção só ocorre porque a troca de carinho entre dono e animal resulta no relaxamento”, ensina Carine Redígolo, coordenadora de uma pesquisa encomendada pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC) para o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP).
Jorge Pereira, um experiente adestrador de animais, vai além: “O amor pelos animais de estimação - devido ao fato de serem companheiros leais dos donos - se traduz em um sentimento difícil de encontrar: o amor incondicional. Mas, em uma sociedade cada vez mais amedrontada pela falta de segurança, com cidadãos altamente estressados e carentes, a ligação exagerada pode se tornar até prejudicial. É necessário amar o cachorro, mas é primordial impor limites”, alerta o especialista.
Assim como lobos, os cães são altamente observadores e procuram aprender com o comportamento de quem está ao seu lado (como se estivesse em uma matilha). Horowitz afirma que o nível de percepção e aprendizado do cachorro vai muito além do que os humanos imaginam. Outra diferença apontada pela autora diz respeito ao tempo. "Podemos dizer que os cães veem o mundo mais rápido do que fazemos, mas o que eles realmente fazem é ver o mundo um pouco mais a cada segundo, porque enxergam entre nossas piscadas. Isso explica por que eles são sempre tão atentos e parecem estar, na maioria das vezes, em eterna prontidão", afirma.
Outra curiosidade apontada no livro de Alexandra Horowitz: os fiéis amigos do homem ouvem barulhos a uma distância muito maior que a nossa, porém não conseguem identificar com precisão de onde vem o som. Assim é comum vermos os cachorros inquietos, cheirando e ouvindo para colher informações a fim de chegar a um veredicto sobre o local que propaga aquilo.
Para Pereira, a troca de carinho entre dono e animal é sentida por ambos os lados. “Eles percebem, sim, o quanto são amados e sabem de sua importância na família. Criam uma ligação de dependência, proteção e solidez com o dono, independentemente da raça do cachorro ou condição social do ser humano.”

Curiosidades sobre eles
O veterinário Youssif Said, do Petshop Cão & Tal, de São Paulo, responde a cinco perguntas engraçadas sobre nossos amigos:
1- Por que eles fazem xixi nos pneus dos carros?
Simplesmente para demarcar território. Qualquer objeto que tenha uma memória olfativa alta (como pneus) é um convite para que o cão urine e deixe sua assinatura para que outros da matilha possam saber que ele passou por ali. O objeto em si (o carro) torna-se então um ponto de referência para o animal.
2- Por que eles rodopiam tanto antes de deitar?
Na natureza os cães costumam fazer buracos na terra para se sentirem mais protegidos ao deitar para o descanso. Há também os cães esquimós que fazem um abrigo para descansarem. Esse rodopio serve para ajustar o local onde vão dormir ou repor as energias, como quando nós arrumamos nossa cama.
3- Por que eles colocam a cabeça para fora do carro?
Para eles colocar a cabeça para fora na janela do carro é como “surfar”, já que a explosão de odores e informações que ele consegue colher em um pequeno passeio é enorme.
4- Por que eles cheiram o bumbum um do outro?
O bumbum é como se fosse uma identificação entre eles e também informa que nível reprodutivo do outro cachorro. Podemos compará-lo ao nosso cartão de visitas, porque o cheiro para eles é repleto de informações.
5- Eles uivam quando estão tristes?
Não. Normalmente uivam quando estão felizes. É um meio de comunicação entre eles, equivale a cantar às vezes, mas é comum entre matilhas.

Cachorros solitários enfrentam tédio diário










Um comentário:

  1. Muitas vezes estranhei o comportamento de pessoas que falavam de seus cãezinhos como se fossem crianças. Agora, depois que aprendemos o luxo que é estar sempre muito bem acompanhados, passei a não entender como vivemos tanto tempo sem esses grandes e incomparáveis amigos! Confesso, ele, nosso cão, é nosso filho caçula, tem direito a todos os dengos, em compensação nunca mais nos sentimos desacompanhados! Não consigo compreender como um ser humano pode descer ao nível mais elevado de covardia e mesquinhez ao ponto de agredir um animal tão doce e indefeso. A essas criaturas ignóbeis o meu repúdio!

    Nancy Levandowski
    O4/10/2010

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