segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Faleceu O matemático Benoît Mandelbrot, pai da geometria fractal .

Fractais (do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometria não-Euclidiana.
A geometria fractal é a divisão da matemática que observa as propriedades e comportamento dos fractais. Apresenta muitos casos que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica, e foram aproveitadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador. As raízes conceituais dos fractais remontam as tentativas de aferir o tamanho de objetos para os quais as definições tradicionais baseadas na geometria euclidiana falham.
Um fractal (anteriormente conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente autossimilares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo.
O conjunto de Mandelbrot é um exemplo famoso de fractal.

O termo foi criado em 1975 por Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polônia, que descobriu a geometria fractal na década de 1970 do século XX, a partir do adjetivo latino fractus, do verbo frangere, que significa quebrar.

Um brócolis como exemplo de um belo fractal natural.

Morre o pai da geometria fractal






SÃO PAULO – O matemático Benoît Mandelbrot, pai da geometria fractal, faleceu no dia 14 de outubro, aos 85 anos, vítima de um câncer no pâncreas.
Professor emérito da Universidade de Yale, Mandelbrot trabalhou por três décadas na IBM, era membro das academias Americana e Norueguesa de Ciências e foi o primeiro homem a descrever o mundo com seus contornos reais.
O matemático cunhou o termo “Fractal”, que se refere a uma nova classe de formas com contornos que imitam as irregularidades vistas na natureza. Antes dele, a geometria estava restrita aos pontos, retas, linhas e curvas das fórmulas consolidadas pelo grego Euclides, que viveu em 300 a.c. 
Embora precisa, essa geometria não conseguia descrever, por exemplo, o formato de uma nuvem – ou a forma irregular de uma couve-flor. Mas ao criar a geometria fractal, Mandelbrot permitiu que esses complexos contornos, uma vez considerados imensuráveis, pudessem ser abordados de forma quantitativa e precisa. E fez mais: em anos de estudo, ele aplicou a geometria fractal aos mais diversos campos – da biologia à física, passando pela medicina e astronomia.
Mandelbrot percebeu que mesmo os objetos irregulares, como a couve-flor, possuem um padrão: eles podem ser divididos em partes menores, que são similares ao todo, de forma que um raminho da couve flor é parecido com o caule todo. O objeto é, portanto, feito de cópias semelhantes a ele mesmo. E as partes são, por si, similares ao todo: são a mesma forma, porém em tamanho diferentes.
Caminhos
Assim como as formas que descreveu, a vida de Benoît B. Mandelbrot (o “B” do meio não representa um nome e foi acrescentado por ele) teve caminhos nada lineares.
Ele nasceu em 20 de novembro de 1924 em Varsóvia, Polônia. Em1936, fugindo do nazismo, sua família se mudou para a França aonde, mais tarde, ele se tornaria aluno da École Polytechnique em Paris. Seu mestrado em aeronáutica foi tirado nos Estados Unidos, no California Institute of Technology e o doutorado na Universidade de Paris. Ele ainda possui o título de Doutor honoris causa em diversas instituições no mundo (no Canadá, Argentina, Inglaterra, Grécia, Itália, Alemanha e Israel).
Em 1958, Mandelbrot foi contratado pela IBM, em Nova York, onde trabalhou por mais de 30 anos. Em 1987 se tornou professor da Universidade de Yale. 





Fractal conjunto de Julia

obtido em            http://info.abril.com.br/
                    http://pt.wikipedia.org/

Um comentário:

  1. Fernando você fez um post sobre fractal que é tão importante, um gênio viveu entre nós e deixou um legado imenso. Eu sou fascinado por fractais esta geometria e seus mistérios são a minha maravilha.

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