sábado, 2 de outubro de 2010

O Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG)

P I GPartido da Imprensa Golpista 

O Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG) é uma expressão usada para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas tidos como adeptos da direita política, que se utilizariam da chamada grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política de esquerda.



O protagonismo eleitoral da imprensa e o futuro da indústria jornalística no Brasil
Postado por Carlos Castilho em 1/10/2010 às 14:39:02
A imprensa sempre foi um protagonista relevante em eleições no Brasil, mas, até agora, a sua participação era menos importante do que o posicionamento dos candidatos. As polêmicas sobre o papel da midia se limitavam à sua estratégia editorial. Os candidatos faziam as denúncias e os jornais, revistas, TV e rádios repercutiam.
Em 2010 surgiu um novo enfoque na questão do protagonismo eleitoral da imprensa, pois ela passou a ser percebida como um partido de oposição. Esta percepção é uma consequência do fato de as denúncias terem sido feitas primariamente por orgãos da imprensa, cabendo a repercussão posterior aos candidatos.
Esta inversão de papéis é uma das causas do surgimento da idéia de que a publicação de escândalos de corrupção e de abuso do poder durante a campanha eleitoral de 2010 teria sido o resultado de uma operação coordenada, que equivaleria a uma ação típica de um partido político.
É importante ressaltar que tudo isto ocorre no terreno da percepção, ou seja, a forma como as pessoas percebem fatos, processos ou dados por meio dos seus sentidos. Numa campanha eleitoral, as percepções são alimentadas basicamente pelos veículos de comunicação e pelos formadores de opinião.
Mesmo sendo imateriais, elas (as percepções) são usadas hoje como base para estudos sobre comportamento humano no mesmo pé de igualdade que os fatos concretos. Em politica é corrente o jargão de que as versões (as percepções) podem ser até mais importantes do que os fatos.
Esta "viajada" teórica visa mostrar como o protagonismo eleitoral da imprensa transformou-se num "fato", mesmo sendo fruto de uma percepção. E é isto que gera uma situação nova com desdobramentos imprevisíveis.
Se a imprensa não adotar comportamentos que desmanchem as percepções desenvolvidas durante a campanha eleitoral, a credibilidade e independência de alguns jornais, revistas e emissoras de rádio ficará abalada. Sem credibilidade, o negócio da imprensa perde o seu principal ativo.
A sociedade brasileira não pode abrir mão da imprensa porque ela faz parte do conjunto de meios que levam e trazem informação, para e do público. A internet ocupou um bom espaço daquilo que era uma espécie de monopólio da imprensa escrita e audiovisual, mas não é hegemônica e nem onipresente.
Assim, o que provavelmente começaremos a assistir, passadas as eleições e dependendo dos acontecimentos imediatamente posteriores, é umquestionamento do papel das empresas jornalisticas no Brasil, num processo que não tem nada a ver com liberdade de expressão.
Muito pelo contrário, dependendo do tipo de questionamento e da reação dos principais grupos midiáticos do país, o processo pode gerar uma inédita revisão das relações entre empresas e consumidores de informação.
Ninguém quer a ditadura de uma única percepção da realidade — portanto, se as empresas jornalísticas desejarem continuar cumprindo o seu papel de provedoras de informação terão que colocar a diversidade informativa como um dos seus objetivos centrais. Isto pode ajudar a anular a percepção de que a imprensa transformou-se num partido político.
A diversidade informativa levará também as empresas a rever o seu relacionamento com o público, porque ele hoje não é mais um consumidor passivo de noticias, mas um protagonista proativo no processamento de informações — não apenas no papel de cobrador de serviços qualificados, mas também como de fornecedor de matéria prima informativa, como é o caso de alguns weblogs.









O lado bom da imprensa do Brasil ......
http://observatoriodaimprensa.com.br/index.asp





2 comentários:

  1. Muito bem exposto no texto acima, sobre o PIG. É uma constatação, triste, diríamos, o da imprensa - por muitas vezes jogar ao chão o seu papel fundamental, de guardiã da democracia – ter perdido muito de sua credibilidade ao fazer apologia à ditadura de opinião.
    De fato, com um novo ‘poder’ a tomar formas, cada dia mais ameaçador, o da internet, onde o simples cidadão, que antes não tinha acesso a informações com um mínimo de veracidade, expõe agora a sua própria percepção, esta, geralmente, sem o vício da manipulação e que obriga a mídia, em geral, a tomar novas atitudes e, naturalmente, repensar seu papel enquanto empresa.
    Entretanto, o ‘novo papel’ da imprensa, surgida agora em 2010, ao chegar em primeira mão com denúncias, não é nada mais do que o mesmo sentido das campanhas anteriores. Ou seja, técnicas, só que agora coordenadas (PIG), para mudar a opinião do eleitorado. Mas, por ter ferido de morte a sua essência, o de levar informações confiáveis, sua nova ‘arte’ de manipulação se mostrará falha e não vingará. Mas, pelo menos, caminharemos para uma nova fase, a do alerta da importância do respeito ao leitor na fidedignidade da informação e da revisão dos fundamentos primordiais da imprensa.

    Nancy Levandowski
    O2/10/2010

    ResponderExcluir
  2. TEMOS QUE FICA EM ALERTA SEMPRE. NOIS SOMOS OS VERDEIROS FORMADORES DE OPINIÃO !!
    OBRIGADO : Nancy

    Fernando Antonio 02/10/2010

    ResponderExcluir